sexta-feira, 27 de abril de 2007

Agência de quê?

Aproxima-se a época dos fogos. Sim, porque isto dos fogos é como a época balnear: não sabemos como vai ser mas vai chegar de certeza.
O “Público” de hoje noticia o falhanço completo da Agência de Inovação no processo de desenvolvimento e fabrico de aviões não tripulados para detecção de incêndios.
O concurso público internacional foi lançado a 6 de Janeiro de 2005 pela AdI e desde aí o processo arrastou-se ao longo do tempo sem ter desfecho conhecido. E estamos a falar de uma área (aeronáutica) considerada fulcral no âmbito do Plano Tecnológico. Aquele que é suposto vir acompanhado de um “choque” lembram-se? Choque? Nem encosto quanto mais choque...
O resultado desta iniciativa que nunca chegou a ser é o governo agora ter de optar pela aquisição directa que custará 5 a 6 milhões de euros, cinco vezes mais do que a aposta inicial.
Os Ministérios envolvidos no protocolo que antecedeu o concurso são o da Administração Interna, o da Ciência e o da Economia. E o que dizem os seus responsáveis? António Costa (Administração Interna) remete para o da Ciência. O da Ciência (Mariano Gago), remete para o da Economia. O da Economia (Manuel Pinho) não remete para ninguém e faz ele muito bem porque já sabemos do que é capaz cada vez que abre a boca.
Eu, que tenho problemas com a língua portuguesa, não sei o que quer dizer “remete”. Mas deve ser “meter outra vez” (re+meter). E o que voltaram estes senhores a meter? Água! E os pés pelas mãos!
Quantas vezes não se desculpa Portugal por não ter os meios. Quando tem os meios não os sabe rentabilizar. É grave o Estado deste país! Mas o estado em que está Eusébio afigura-se mais importante.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Memory lane, parte II

Hoje vou levar-vos a dar mais um passeio nas minhas memórias das férias e nas paisagens suiças que envolveram a minha estadia.
O local onde estive instalada foi precisamente aqui:





Para ser ainda mais rigorosa foi nesta casa onde tive o privilégio de disfrutar de um quarto num piso só para mim:





O Andrew Sullivan tem no seu blog um espaço a que chama "The view from your window" e de que me lembrei quando tirei a foto seguinte a partir da janela do meu quarto. Apesar de o tempo ter estado bom esteve sempre presente uma nebelina distante que não permitiu que as fotos ficassem tão nítidas quanto eu desejaria. É verdade que as vinhas em Abril ainda não permitem disfrutar a plenitude da paisagem mas encantou-me puder ter lindos dias de sol com as montanhas ainda com neve como pano de fundo. Esta é a vista do meu quarto:







E de um lado diferente do meu quarto:






E para que não digam que na foto do Google não se vê nada de jeito aqui ficam algumas fotos do que tinha à minha volta:





Continua nos próximos dias...

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Quando for grande quero ser...

Já sabíamos que há, em Portugal, em cada adepto de futebol, um treinador de bancada. Hoje, com o novo túnel do Marquês a ser aberto a 12000 transeuntes que foram inspeccionando a obra, ficámos a saber que há também um engenheiro civil. Tá em alta a profissão tá.

Obrigada

O dia 25 de Abril é o meu “Thanksgiving”. Não há qualquer paralelo entre os factos históricos que se celebram. Mas como não tive a experiência de viver em ditadura neste dia agradeço a todos os que lutaram para que eu pudesse viver num país mais livre.

O fiscal da CP quer o casaco de volta

O discurso de Paulo Rangel na sessão comemorativa na Assembleia da República até pode ter sido o melhor, mas com um casaco destes ninguém o leva a sério. Deve ter Borat como “fashion advisor”.

Ninguém explica o 25 de Abril


É incontornável passar o dia de hoje sem falar sobre o 25 de Abril de 1974.
Por ter nascido em 1973 não tenho experiência pessoal dos tempos que antecederam essa data.
A cada ano que passa e que reflicto sobre essa época são sempre as mesmas questões que me assolam o espírito: a liberdade e o ensino do 25 de Abril nas escolas. Por agora vou limitar-me à segunda.
Entrei para a escola primária em 1979. Para o que na altura se chamava liceu em 1983. Acabei o 12° ano em 1991. Tive 8 anos consecutivos a disciplina de história (do agora 5° ano ao 12°), sem contar com a primária. NUNCA, em qualquer um desses anos, me foi ensinado o que foi o 25 de Abril.
Não sei a quantas pessoas terá acontecido o mesmo mas palpita-me que a muitas. Quando há dias li que o Ministério da Educação assinou um protocolo que visa mudar a forma como a Revolução dos Cravos é ensinada nas escolas a minha apreensão com esta questão não diminuiu. Mudar a forma? Eu já me teria dado por satisfeita se pura e simplesmente me tivessem falado dela.
Nunca houve livros na minha casa nem jornais. Os meus pais eram politicamente desinteressados e não tive na família um tio ou avô perseguido pela PIDE. Na minha aldeia não há nem nunca houve uma biblioteca. A mais próxima fica a 8 km e só a pude frequentar a partir dos 15 anos quando fui para uma escola nas suas redondezas. Por todas estas razões eu podia apenas contar com a escola para me transmitir conhecimentos.
Tive alguns professores de história fabulosos mas incapazes de lidar com programas cuja extensão nunca lhes permitia sequer chegar a meio. É mais fácil abrir a boca de espanto quando hoje à noite se vir no Telejornal a habitual sondagem de rua aos adolescentes que não sabem o que foi a Revolução, do que apontar o dedo à escola e aos sucessivos governos que se preocupam com todos os papéis que a escola deve desempenhar mas se esquecem do básico: dar conhecimento dos factos.
Eu tinha contudo uma desculpa que não me parece que os jovens de hoje tenham. Eu não tinha como aceder à informação. Não tinha sequer computador nem imaginava que chegaria o dia em que uma coisa chamada Internet pudesse vir a existir. Por isso assumo aqui que era já bem crescidinha quando percebi o que tinha sido o 25 de Abril e como era o meu país antes desse dia.
Como se isto não bastasse também nunca me ensinaram na escola o que foi a instauração da República, a 1ª ou a 2ª Guerra Mundial. Por aquilo que a escola me ensinou a história de Portugal acabou com o ultimato inglês de 1890!


Ora dá cá um e a seguir dá outro

Cleberson, jogador de futebol do Cabofriense, clube brasileiro, foi admoestado com um cartão amarelo por ter dado um beijo na face do árbitro. Cá para mim o cartão deve-se ao facto de o beijo não ter sido acompanhado de um abracinho. São uns frios estes cabofrienses...

É hoje

Celebra-se hoje, 25 de Abril, um dia muito importante. Um dia que muitos pensariam não chegaria nunca. Por certo já terão percebido ao que me refiro. É isso mesmo: este blog comemora hoje dois meses de existência. Pensavam que era o quê?
Como não é certo que chegue ao ano de vida começo já a festejar. Agora vou ali apanhar os restos do candeeiro que se foi com a rolha da garrafa de champanhe.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Excesso de selo

Quando há dias recebi um comentário a um post que não tinha absolutamente nada a ver com o mesmo chamei a atenção do comentador pedindo-lhe que publicitasse as suas causas em espaço próprio. Não percebi na altura do que se tratava e só hoje fiquei a saber o propósito do comentário porque encontrei, noutros blogues, observações da mesma natureza.
Ao que parece os CTT resolveram criar uma campanha dando a qualquer pessoa a possibilidade de desenhar um selo. Os criadores, ávidos de publicidade, resolveram empestar blogues com a divulgação dos seus talentos. A mim faz-me sentir um bocadinho como se andassem a colar cartazes nas paredes da minha casa.Quanto aos CTT tenho uma ideia melhor: em vez de cada um poder desenhar um selo porque não cada um poder entregar uma carta. Punham a correspondência em dia ( e como ela anda atrasada!) e aqui a casinha siberiana ficava livre de publicidade não desejada.

E a resposta, camarada?

Na véspera da comemoração dos 33 anos do 25 de Abril resolvi dar uma espreitadela ao que isto (leia-se Portugal) era antes da revolução. Memórias pessoais não tenho uma vez que tinha apenas 10 meses quando aconteceu.
Na minha demanda encontrei esta pérola:



Fiquei encantada quando vi isto.
Encantada por ter nascido quando este Portugal se estava a transformar e poder viver a minha vida num país melhor do que aquele em que viveu a minha mãe.
Encantada por saber o que é um latifúndio sem ter de perguntar a um barbudo qualquer. Encantada por não ser aquela mulher que colocou a questão e que de certeza saiu de lá a saber o mesmo.
Encantada por não ter hoje à minha volta homens que se dirigem às mulheres dizendo que são “companheiras que nos vão AUXILIAR para TODA a NOSSA vida”.
Aquela mulher “libertou-se dos complexos” ( e a ver pelo resto da audiência dos lenços também) mas isso não foi suficiente para ter direito a uma definição de latifúndio. E nós, mulheres, hoje sabemos o que é um latifúndio mas ficamos sem saber o que este gajo acha que as mulheres merecem em troca. Ele assegura-nos que colonizá-las não é. Uff, que alívio!
Não sei se esta senhora ainda vive. Espero que sim e, se algum dia passar por aqui não hesite em ir até à caixa de comentários e diga-nos: já sabe o que é um latifúndio?

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Dia mundial do livro

Dardagny é uma pequena vila mas não deixa de ter a sua livraria. Neste dia era domingo e estava fechada. Mas do lado de fora estavam livros, muitos. Não havia ninguém por perto. E os livros lá continuaram. São tão certinhos os suiços.

A walk on memory lane

Acontece-nos a todos. Após umas férias o regresso à vida quotidiana não se faz sem alguma indolência. E uns salpicos de tristeza intensificada pela saudade. De volta há uma semana não será de estranhar a conclusão: quero ir de férias outra vez! Na impossibilidade de isso acontecer vou dar um passeio pelos caminhos da memória. Estão convidados a acompanhar-me.
As minhas viagens de avião sempre foram tranquilas. Mas quando comecei a viajar acompanhada instalou-se uma pitadinha de ansiedade que, desta vez, atingiu um pico um nadinha mais alto. Uma descolagem atribulada contribui para uma viagem não tão tranquila como o habitual para o que muito contribuiu a persistente pergunta da minha companheira de viagem:”o que é isto??o que é isto??isto nunca aconteceu...”. Perturbou a minha serenidade mas não a do piloto que felizmente nos fez aterrar em Genebra, quase uma hora após a hora prevista, ali a roçar a meia-noite.
A nossa anfitriã mais nova já dormia quando chegámos a casa e por isso teve de esperar pela manhã seguinte pela nos receber. Com entusiasmo diga-se. Na perspectiva dela já era “jour”. Na minha, depois de me deitar à uma e meia da manhã, era ainda madrugada!
Estes dias foram passados na “commune” de Dardagny, uma das 45 do cantão de Genebra.

Se quisermos aportuguesar podemos dizer que é uma das freguesias de Genebra.
Dardagny é uma região agrícola e sobretudo vinícola, situada junto à fronteira com a França e cercada de bosques que se estendem quase até ao sopé do monte Jura.


Dardagny ganhou em 1978 o prémio Wakker atribuído à freguesia ou organização que se notabiliza pela preservação e valorização do seu património. O seu crescimento demográfico tem sido lento ao longo dos séculos o que lhe tem permitido conservar intacta a imagem de vila do século XVIII. É uma vila de ruas estreitas e recantos e as vinhas e os cuidados que as envolvem são o seu charme. Razão pela qual é frequente encontrar quem venha de fora apenas para se passear pelas vinhas e, asseguro-vos, verdadeiras “overdoses” de ar puro.

Ao longo dos vários quilómetros que esses passeios podem ter encontramos todo um conjunto de informações relativas às videiras (sugerem que pratos estão indicados para o vinho em causa...) até informações sobre a fauna específica da região.




Continuarei nos proximos dias...


domingo, 22 de abril de 2007

Porque às vezes é preciso gritar

Não me lembro quando foi a primeira vez que ouvi falar da crise humanitária em Darfur. Mas sei que foi há vários anos. Desde esse dia até hoje nada mudou. 400,000 pessoas morreram; mais de 2 milhões foram obrigados a abandonar as suas casas vivendo desde então em campos de refugiados; mais de 3.5 milhões vivem dependentes de ajuda humanitária.
Hoje, no meu passeio blogosférico, o “de rerum natura” voltou a chamar a minha atenção para esta crise dando conta do facto de o governo sudanês rejeitar a intervenção de uma força de paz que inclua forças europeias e americanas que, acusa, pretendem criar um novo Iraque.
Desde 2003 que o governo sudanês, apoiado pelas milícias árabes “junjaweed”, combate dois grupos rebeldes não árabes, o Exército de Libertação do Sudão e o Movimento pela Justiça e Igualdade, que lutam contra a pobreza e marginalização da região. Governo e milícias destruiram aldeias, mataram, roubaram e violaram mulheres e crianças.
Esta é considerada a maior crise humanitária desde o Ruanda, em 1994. E chamam-lhe crise humanitária por falta de coragem para lhe chamar genocídio. Dias após a conclusão do acordo aprovado pelos 27 membros da União Europeia que prevê a criminalização da “negação e a banalização dos crimes de genocídio” justificar-se-ia que ao genocídio arménio pelo império otomano, ao de judeus pela Alemanha nazi e ao dos tutsis no Ruanda, se juntassem as vítimas de Darfur.
No “de rerum natura” existe um “link” para o Youtube com excertos de uma sessão da ONU onde o Sudão e os seus aliados rejeitam os resultados de um relatório sobre Darfur, atacam os seus autores e negam as atrocidades cometidas.
Neste vídeo aparece Hillel Neuer, director executivo da UN Watch, e que fiquei a conhecer há dias atrás a propósito de um outro vídeo. Aí, Neuer confronta o conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas com o seu silêncio, a sua inércia e indiferença perante a tortura, a perseguição e a violência sobre as mulheres. Acusa-o em seguida de ter apenas uma obsessão: a condenação do estado de Israel e assegurar a impunidade do Hamas e do Hezzbolah. A intervenção, de tão crítica que é, revela coragem. Quanto ao presidente do conselho, responde dizendo que pela primeira vez na sessão não irá agradecer uma intervenção por não tolerar o modo como Neuer se refere aos membros do conselho. Curioso é que nessa mesma sessão o Presidente agradeceu todas as intervenções anteriores, desde as que fizeram a apologia do terrorismo até às que insulatram peritos das Nações Unidas ou embaixadores. Pergunto: poderão as vítimas de Darfur depositar expectativas neste conselho para os Direitos Humanos?
Pela minha parte resolvi aceitar o repto lançado na blogosfera publicitando, através da imagem acima, a iniciativa”Dias globais por Darfur”, entre 23 e 30 de Abril. Que a indiferença e a banalização do terror não se apodere de nós.

Música no coração

Há quem diga que não conseguiria viver sem música. Conseguir, talvez eu conseguisse. Mas seria muito, mas mesmo muito mais penosa, mais triste, mais sombria a minha vida sem música. Para comemorar o facto de finalmente (irra!!!) ter percebido como se colocam os videos do Youtube deixo-vos com Peter Cincotti e o tema “Some kind of wonderful”. Sou grande admiradora deste pianista de jazz de quem tenho o álbum de lançamento “Peter Cincotti”, bem como o segundo, “On the moon”. Espero ansiosamente pelo lançamento (este verão??) do terceiro, intitulado “East of angel town”.


quinta-feira, 19 de abril de 2007

Sou eu que tenho o exame do Sócrates

Isto é que são notícias bombásticas. Veio parar às minhas mãos o verdadeiro exame de Inglês Técnico realizado pelo agora Primeiro Ministro. Ė de facto escandaloso, não só porque se trata apenas de uma tradução, como são dadas as explicações dos termos em inglês para que o Zezinho la chegue mais depressa. Pode parecer longo mas vale a pena. A vermelho encontram as traduções do engenheiro:

Acute angle – An acute angle is one which is less than 90° (um ângulo giro)

Archimedes Screw - enormous spiral screw (o Arquimedes está lixado, com F)

Bending moment – internal force that is induced in a structure (é o momento em que digo para...ai, já estão a começar as insinuações homo???)

Brittle – hard and breakable (o que os franceses chamam aos ingleses, mas ao contrário, para gozar com eles - Le Britt)

Concrete repair – repairing defective reinforced concrete (reparação concreta, por oposição às reparações a fingir, realizadas pela maior parte dos pedreiros)

Ductility – being capable of sustaining large plastic deformations without fracture (a utilidade dos patos)

Face nail – To install nails into the vertical (encarar o prego de frente)

Facing brick – brick used and exposed on the outside of a wall (encarar o tijolo de frente)

Ferrule - Metal tubes used to keep roof gutters "open" (movimento de apoio a Ferro Rodrigues abreviando “Ferro Rules”)

Finger joint - process of interlocking two shorter pieces of wood end to end (um charro bem enroladinho com os dedos)

Fire stop - tight closure of a concealed space, placed to prevent the spread of fire (método utilizado por António Costa na época dos fogos, proferindo a frase vezes sem conta, encerrado no seu gabinete)

Fishplate – wood piece to fasten the ends of two members together at a butt joint with nails or bolts (prato de peixe)

Fish tape - long strip of spring steel used for fishing cables (é uma cassette fixe)

Flatwork - concrete floors, driveways, basements, and sidewalks (é quando as senhoras fazem operações de redução do peito)

Interior finish- Material used to cover the interior framed areas of walls and ceilings (o que está a acontecer a Portugal com a desertificaçaodo interior)

Latch- A beveled metal tongue operated by a spring-loaded knob or lever ( “let’s” pronunciado por um cidadao do norte do país)

Louver- A vented opening into the home that has a series of horizontal slats and arranged to permit ventilation (esta sei, esta sei, é aquele museu em França de que se fala no “Código de Da Vinci)

Mantel- The shelf above a fireplace opening (homem gabarola que conta as suas aventuras sexuais – man tell)

Millwork- Generally all building materials made of finished wood and manufactured in millwork plants. (mil trabalhos, mais 898 que o Hércules)

Miter joint- The joint of two pieces at an angle that bisects the joining angle (quando se quer avisar que temos uns charrinhos – me ter joint)

Milar - Plastic, transparent copies of a blueprint ( o meu lar )

Parapet- A wall placed at the edge of a roof to prevent people from falling off (parapeito pronunciado por Sousa Cintra)

Penalty clause - A provision in a contract that provides for a reduction in the amount (uma espécie de “Santa Claus” do futebol, defensor do Benfica, que arranja assim uns penalties onde mais ninguém os vê)

Pigment- A powdered solid used in paint to give it a color. ( porco que mente)

Primer- The first coat of paint (primeiro, pronunciado por Sousa Cintra)

Putty- A type of dough used in sealing glass in the sash (nome carinhoso como trato Vladimir Putine)

Rebar-Ribbed steel bars installed in foundation concrete walls ( sair do bar e voltar outra vez)

R factor - A measure of a materials resistance to the passage of heat. (esta não sei mesmo porque em Portugual só conhecemos o factor C)

Romex- A name brand of nonmetallic sheathed electrical cable ( o que esta escrito no relógio que me ofereceram pelos anos)

Rough opening- The horizontal and vertical measurement of a window or door (entrada dificil, ai a piada homo outra vez… ver acima, bending moment)

Run, roof - The horizontal distance from the eaves to a point directly under the ridge. (telhados que fogem durante tempestades)

Run, stair- the horizontal distance of a stair tread from the nose to the riser. (descer as escadas a correr)

Shim- A small piece of scrap lumber or shingle, usually wedge shaped (não é nem gaja –she- nem gajo – him)

Slope- The incline angle of a roof surface (abreviatura para Santana Lopes)

Sonotube- Round, large cardboard tubes designed to hold wet concrete in place until it hardens. (modo como me deslocava em Londres antes de ser Primeiro Ministro - só no tube)

Spec home- A house built before it is sold. (abreviatura para homem espectacular)

Starter strip- Asphalt roofing applied at the eaves that provides protection (primeira stripper a despir-se)

Stair landing- A platform between flights of stairs or at the termination of a flight of stairs. (forma como aterramos quando caímos pelas escadas abaixo)

Terra cotta- A ceramic material molded into masonry units (uma terra já um bocado velha)

Title- Evidence of a person's legal right to ownership of a property (aquilo que estou a tentar conseguir com esta porcaria deste exame)

Trap- A plumbing fitting that holds water to prevent air, gas, and vermin from backing up into a fixture. (abreviatura de Trappatoni)

Turnkey- A term used when the subcontractor provides all materials for a job. (vira a chave)

Weep holes- Small holes in storm window frames that allow moisture to escape ( buraco onde nos escondemos quando queremos chorar)


NOTA: os termos utilizados em inglês foram retirados de um site sobre construção civil e não inventados.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

O Soares Franco pede-me que eu vá de férias

Quando saí de Portugal para umas férias a notícia dominante era a trapalhada à volta da licenciatura de José Sócrates. Quando cheguei a Portugal na comunicação social continua-se a tentar entender o processo da licenciatura de José Sócrates. Que país interessante este.
Mas nem tudo são notícias monótonas: quando saí o Sporting estava em terceiro lugar no campeonato. Quando voltei estava em segundo. Tivesse eu mais umas semanas de férias e não haveria festa na Avenida dos Aliados...

not that i'm counting...

Ontem à noite este blog atingiu a meta das 100 visitas (desde que tem contador). Ultrapassou em 97 as minhas expectativas!

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terça-feira, 17 de abril de 2007

Eu fico assim sem vocês

Após um longo período sem férias, finalmente chegaram. 9 dias de paz, família e muito sol com as montanhas de neve em pano de fundo. 9 dias intensos. E uma despedida ainda mais intensa. É pedra de toque da minha vida culminar os bons momentos a dizer “até um dia”.
Hoje não me apetecia postar. Ainda não me apetece postar. Estou de ressaca ainda. Ressaca de emoções. Destas percebo eu.
Só saem frases curtas. Cada frase que escrevo é interrompida pelo limpar das lágrimas. As férias foram boas. Muito boas. Mas ela ficou a chorar no aeroporto. A chorar muito. Ela diz que está triste porque a titi e a vóvó foram embora. E quer que a casa da titi e da vóvó fique ao pé da casa dela. Se eu que tenho 33 anos ainda não percebo porque a vida afasta para longe aqueles de quem gosto, como pode ela, que ainda nem chegou aos 4 anos, perceber?
Como pode ela perceber que depois de uma intensa semana de brincar às escondidas, a fugir ao dragão e a passear o Luminu agora tenha de esperar alguns meses para poder repetir as brincadeiras? E os “piquininos ovinhos” de chocolate que todos os dias pareciam cair das árvores em vez das pinhas? E como explicar-lhe que não há no mundo webcam que consiga satisfazer a sua vontade: dar-me a mão?
Um intenso e caloroso abraço para todos aqueles que a vida levou para longe de mim. Deixo-vos com a letra da canção de Adriana Calcanhoto que aqui na família é conhecida como a “canção da titi”. Agora, se não se importam, vou ali para um canto chorar mais um bocadinho.

Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim

Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço,
Namoro sem amasso
Sou eu assim sem você

Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo

Por quê? Por quê?

Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero em todo o instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo