Mozzarella: CE exige informações de Itália até às 18:00
A Comissão Europeia advertiu hoje que bloqueará as importações de mozzarella italiana se as autoridades do país transalpino não facultarem informação suficiente sobre os elevados níveis de contaminação deste produto antes das 18:00 horas.
Cá em casa esta notícia não nos afecta muito. Só comemos mozzarella portuguesa.*
* normalmente conhecida em Portugal como “queijinhos frescos” :-)
quinta-feira, 27 de março de 2008
sábado, 15 de março de 2008
quarta-feira, 5 de março de 2008
Wake me up when October ends
Hillary Clinton, Obama, McCain, Rato Mickey ou Emplastro. Qualquer um. Ainda falta tanto para Novembro...
segunda-feira, 3 de março de 2008
Tarde demais
Quem aqui chegar agora já não vai conseguir ver o vídeo do "post" anterior. Para surpresa de ninguém foi retirado do YouTube. É uma pena. Deixo-vos com a transcrição do diálogo, entre Marion Cotillard e Xavier de Moulins, enquanto passeiam pelas catacumbas de Paris:
Marion Cotillard : J'ai tendance à être plutôt souvent de l'avis de la théorie du complot.
Xavier de Moulins : Un peu parano ?
M. C. : Pas parano, non c'est pas parano parce que je pense qu'on nous ment sur énormément de choses : Coluche, le 11 septembre. On peut voir sur internet tous les films du 11 septembre sur la théorie du complot. C'est passionnant, c'est addictif, même.
X. de M. : Sur le 11 septembre par exemple, toi, qu'est-ce qui t'a le plus troublée, concrètement ?
M. C. : On te montre d'autres tours du même genre ayant pris des avions, ayant brûlé… il y a une tour, je crois que c'est en Espagne, qui a brûlé pendant 24 heures.
X. de M. : Avant de s'effondrer ?
M. C. : Elle ne s'est jamais effondrée ! Aucune de ces tours ne s'effondre. Et là, en quelques minutes, le truc s'effondre. Et puis après, on peut en parler longuement… Parce que c'était bourré d'or les tours du 11 septembre. Et puis c'était un gouffre à thunes parce qu'elles ont été terminées, il me semble, en 1973 et pour recâbler tout ça, pour le mettre à l'heure de toute la technologie et tout, c'était beaucoup plus cher de faire des travaux etc. que de les détruire...
[A ce stade, il semble que le reste de sa tirade ait été coupé au montage, pour en arriver à la conclusion :] Est-ce que l'homme a vraiment marché sur la lune ? J'ai vu pas mal de documentaires là-dessus et ça, vraiment je m'interroge. Et en tout cas je ne crois pas tout ce qu'on me dit, ça c'est sûr.
Encontrado em http://www.marianne2.fr/, o site que deu origem à polémica. Ver aqui
Marion Cotillard : J'ai tendance à être plutôt souvent de l'avis de la théorie du complot.
Xavier de Moulins : Un peu parano ?
M. C. : Pas parano, non c'est pas parano parce que je pense qu'on nous ment sur énormément de choses : Coluche, le 11 septembre. On peut voir sur internet tous les films du 11 septembre sur la théorie du complot. C'est passionnant, c'est addictif, même.
X. de M. : Sur le 11 septembre par exemple, toi, qu'est-ce qui t'a le plus troublée, concrètement ?
M. C. : On te montre d'autres tours du même genre ayant pris des avions, ayant brûlé… il y a une tour, je crois que c'est en Espagne, qui a brûlé pendant 24 heures.
X. de M. : Avant de s'effondrer ?
M. C. : Elle ne s'est jamais effondrée ! Aucune de ces tours ne s'effondre. Et là, en quelques minutes, le truc s'effondre. Et puis après, on peut en parler longuement… Parce que c'était bourré d'or les tours du 11 septembre. Et puis c'était un gouffre à thunes parce qu'elles ont été terminées, il me semble, en 1973 et pour recâbler tout ça, pour le mettre à l'heure de toute la technologie et tout, c'était beaucoup plus cher de faire des travaux etc. que de les détruire...
[A ce stade, il semble que le reste de sa tirade ait été coupé au montage, pour en arriver à la conclusion :] Est-ce que l'homme a vraiment marché sur la lune ? J'ai vu pas mal de documentaires là-dessus et ça, vraiment je m'interroge. Et en tout cas je ne crois pas tout ce qu'on me dit, ça c'est sûr.
Encontrado em http://www.marianne2.fr/, o site que deu origem à polémica. Ver aqui
There "is" idiots everywhere
No passado sábado encontrei no “The Huffington Post” uma notícia sobre Marion Cotillard. Em circunstâncias normais uma notícia que envolve franceses, desde que não seja Sarkozy, passa-me ao lado. Mas o título era este: ”Marion Cotillard’s 9/11 and moon landing conspiracy theories”. Tive que ler.Segundo o artigo a actriz recentemente galardoada com um “Oscar” não acredita na versão oficial dos acontecimentos de 11 de Setembro e tem sérias dúvidas quanto à chegada do Homem à lua. Mademoiselle Cotillard não diz que 9/11 nunca aconteceu mas acredita que foi um “inside job”. O vídeo não acompanhava o artigo mas não se incomodem que eu fui à procura:
Como diria Santana Lopes, ver isto foi um grande sacrifício pessoal. E tive de ver várias vezes porque esta é a versão original, em francês e sem legendas. Ainda me dói a cabeça.
A jovem Marion defende a teoria segundo a qual as torres, dadas por concluídas em 1973, estavam a custar imenso dinheiro em manutenção pelo que a sua destruição seria um negócio mais rentável. Eu, que li e vi isto no sábado, não comentei logo o assunto porque pensei que este vídeo era uma cabala qualquer, uma espécie de montagem urdida pelas conspirativas cabecinhas da Cate Blanchette, Julie Christie e Laura Linney. A Ellen Page parece que não alinhou porque anda demasiado ocupada a elaborar um plano para destruir os boatos sobre a sua orientação sexual.
Da menina ainda não se ouviu qualquer comentário à divulgação destas imagens que são de Fevereiro de 2007 mas o advogado já disse que as afirmações foram retiradas do contexto. O contexto não sei então qual seria mas o cenário parece que são umas catacumbas quaisquer em Paris. Perfeito portanto para alguém com tanta teia de aranha na cabeça. Provavelmente também acredita que o Elvis está vivo e que o Churchill nunca exixtiu. Pelo menos nesta última está bem acompanhada como atestam notícias recentes.
A acreditar assim em teorias da conspiração não me surpreenderá se daqui a uns dias a Marion vier dizer que naquele vídeo não é ela mas a Edith Piaf a passar-se por ela.
Como se diz na terra do tio Sam e dessa cambada de forretas que até explodem torres só para não gastar dinheiro a arranjar escadas rolantes, não passam de “bullshit” as opiniões da actriz mas considero-as graves o suficiente para ameaçar seriamente as aspirações de internacionalização da carreira.
P.S. Leio agora que Marion Cotillard é uma activista ambiental. Aguardo ansiosamente pela opinião que terá quantos às teorias de Al Gore.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
"Bitch is the new black"
Em Portugal ainda não temos o privilégio de ver Tina Fey. Depois de durante vários anos ter escrito para o Saturday Night Live e de ter sido a primeira mulher a chefiar a equipa de redacção, Tina Fey regressou ao programa como “hostess”. Criadora e protagonista da série “30 Rock”, actualmente em transmissão na NBC, o vídeo acima é o segmento “Weekend Update”.
252 anos depois está tudo explicado
Israeli earthquakes are gays' fault, says MP
Em Israel e não só. Eu sempre desconfiei daquelas roupinhas e cabelinhos que se usavam ali por volta de 1755.
Em Israel e não só. Eu sempre desconfiei daquelas roupinhas e cabelinhos que se usavam ali por volta de 1755.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Let's party
A criação deste blog, há precisamente um ano, é indissociável da cerimónia de entrega dos Óscares. A 25 de Fevereiro de 2007, para combater o sono enquanto a festa não começava, dei início à brincadeira de fazer um blog convencida que a aventura não ultrapassaria os comentários à festa. Afinal, um ano depois e passada mais uma celebração do cinema, por cá continuo.
Ao contrário do ano transacto não vou analisar em pormenor o que aconteceu no Kodak Theatre. Primeiro, porque não aconteceu grande coisa; segundo, porque a capacidade física, que tem andado pelas ruas da amargura, não me permitiu aguentar além das três da manhã. Mas gravei e já vi. E bocejei. E fiz muito “fast forward”, o que dá imenso jeito cada vez que os comentadores da TVI abrem a boca. Não sei que disparates terão dito este ano e parece-me que isso é bom para mim.
Foi uma noite murcha, sem centelha de brilho. Jon Stewart tem, na minha perspectiva, o mesmo problema de Conan O’Brien: depois da piada, a pausa e expressão facial à espera dos aplausos.
Quanto à cerimónia propriamente dita não houve um único momento digno de ficar na memória. Em palco nada mais aconteceu para além das prestações por parte dos nomeados para melhor canção. E, fraquinhas como eram, melhor era não terem acontecido. Até a repescagem de momentos passados foi a prova que a cerimónia foi preparada em cima do joelho, fruto da indecisão quanto à greve dos argumentistas. Quem tenha em casa aqueles DVD ou VHS que celebram os “Oscars’ Greatest Moments” identificou uma boa parte deles (o discurso em linguagem gestual de Louise Fletcher, o nu que atravessa o palco atrás de David Niven, as “new faces on the old faces” de Johnny Carson...), o que prova que nem se deram ao trabalho de fazer nova pesquisa de imagens.
Não vou também comentar os trajes que se exibiram. O Oscar de melhor actriz secundária, atribuído a Tilda Swinton, foi dos primeiros da noite e, depois de confrontar os meus olhos com uma indumentária daquelas, qualquer trapinho parecia “haute couture”.
Os discursos também não merecem grandes observações. Não se repetiu o momento Gwyneth Paltrow, a chorar baba e muco nasal, ou o momento “bebi 32 cafés e tomei uma quantas pastilhas” de Cuba Gooding Jr. Pelo contrário, a ver pela quantidade de sotaques diferentes que tivemos este ano, sugiro legendagem em 2009. E já agora, no que diz respeito a sotaques, a tradição já não é o que era: onde é que já se viu, um espanhol a falar inglês em condições? Bardem que ponha os olhos em Penélope Cruz (segundo as revistas cor de rosa, as mãos já ele pôs...) e em Antonio Banderas.
Mas nem tudo foi banal nesta noite. Destaco como melhor momento ver Cormac McCarthy em pé, no meio da plateia, a aplaudir efusivamente os irmão Coen pela adaptação da sua obra, “No country for old men”. Nada mal para quem, até há menos de um ano, nunca tinha dado uma entrevista televisiva ( e apenas duas para a imprensa escrita) ao longo de uma carreira de 40 anos. É caso para dizer: a noite dos Óscares é “no place for shy men”.
P.S. Para celebrar o 1° aniversário, e como por aqui as festas não costumam ser regadas a “champagne”, mudou-se apenas a decoração ali em cima. Sempre fica melhor em dia de festa. Mesmo correndo o risco de parecer abichanado :-)
Ao contrário do ano transacto não vou analisar em pormenor o que aconteceu no Kodak Theatre. Primeiro, porque não aconteceu grande coisa; segundo, porque a capacidade física, que tem andado pelas ruas da amargura, não me permitiu aguentar além das três da manhã. Mas gravei e já vi. E bocejei. E fiz muito “fast forward”, o que dá imenso jeito cada vez que os comentadores da TVI abrem a boca. Não sei que disparates terão dito este ano e parece-me que isso é bom para mim.
Foi uma noite murcha, sem centelha de brilho. Jon Stewart tem, na minha perspectiva, o mesmo problema de Conan O’Brien: depois da piada, a pausa e expressão facial à espera dos aplausos.
Quanto à cerimónia propriamente dita não houve um único momento digno de ficar na memória. Em palco nada mais aconteceu para além das prestações por parte dos nomeados para melhor canção. E, fraquinhas como eram, melhor era não terem acontecido. Até a repescagem de momentos passados foi a prova que a cerimónia foi preparada em cima do joelho, fruto da indecisão quanto à greve dos argumentistas. Quem tenha em casa aqueles DVD ou VHS que celebram os “Oscars’ Greatest Moments” identificou uma boa parte deles (o discurso em linguagem gestual de Louise Fletcher, o nu que atravessa o palco atrás de David Niven, as “new faces on the old faces” de Johnny Carson...), o que prova que nem se deram ao trabalho de fazer nova pesquisa de imagens.
Não vou também comentar os trajes que se exibiram. O Oscar de melhor actriz secundária, atribuído a Tilda Swinton, foi dos primeiros da noite e, depois de confrontar os meus olhos com uma indumentária daquelas, qualquer trapinho parecia “haute couture”.
Os discursos também não merecem grandes observações. Não se repetiu o momento Gwyneth Paltrow, a chorar baba e muco nasal, ou o momento “bebi 32 cafés e tomei uma quantas pastilhas” de Cuba Gooding Jr. Pelo contrário, a ver pela quantidade de sotaques diferentes que tivemos este ano, sugiro legendagem em 2009. E já agora, no que diz respeito a sotaques, a tradição já não é o que era: onde é que já se viu, um espanhol a falar inglês em condições? Bardem que ponha os olhos em Penélope Cruz (segundo as revistas cor de rosa, as mãos já ele pôs...) e em Antonio Banderas.
Mas nem tudo foi banal nesta noite. Destaco como melhor momento ver Cormac McCarthy em pé, no meio da plateia, a aplaudir efusivamente os irmão Coen pela adaptação da sua obra, “No country for old men”. Nada mal para quem, até há menos de um ano, nunca tinha dado uma entrevista televisiva ( e apenas duas para a imprensa escrita) ao longo de uma carreira de 40 anos. É caso para dizer: a noite dos Óscares é “no place for shy men”.
P.S. Para celebrar o 1° aniversário, e como por aqui as festas não costumam ser regadas a “champagne”, mudou-se apenas a decoração ali em cima. Sempre fica melhor em dia de festa. Mesmo correndo o risco de parecer abichanado :-)
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Muita parra, pouca uva
O senhor que aqui vemos, em pânico, é o senador Kirk Watson, do Texas, apoiante de Barack Obama. Convidado para um debate com Stephanie Tubbs, apoiante de Hillary Clinton, no programa de Chris Matthews na MSNBC, ficou em apuros quando lhe foi feito um pedido: “name some of his legislative accomplishments... name any...". Gaguejou, tentou mudar de assunto e não chegou a lado nenhum. A única desculpa para a falta de preparação deste defensor de Obama é ele ter pensado qua a MSNBC era a SIC e que o Chris Matthews era o Ricardo Costa.
Kirk Watson não foi capaz de mencionar nenhuma medida de Obama porque “hope” e “change” não são determinadas por decreto.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Hotelãzinha? Coentrinho?
"Gastão Salsinha proclama-se substituto de Alfredo Reinado"
Com um nome destes ainda é confundido com um elemento da Turma da Mónica
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Caixões Vilaças, caros comó caraças
Já várias vezes tinha procurado por este “sketch”. De tudo quanto o genial Herman José já fez este é absolutamente inesquecível. Fez parte do “Hermanias”, de 1984, agora em reposição aos sábados à noite, na RTP Memória. Para ver, para rever e sobretudo para não esquecer que todos temos para com Herman José uma imensa dívida de gratidão: ensinou-nos a rir quando mal o sabíamos fazer e quando poucos eram capazes de o fazer . Obrigada.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Valentine's Day
Quem me conhece sabe que o dia de hoje me passa ao lado como passam todos os que pretendem celebrar algo que deve ser celebrado todos os dias. De tal forma que já houve alguém que resolveu passar pela caixa de comentários a manifestar a surpresa pela decoração cardíaca no título daqui do estaminé.
Para verdadeiramente celebrar o dia de S. Valentim deixo-vos com um poemazinho que relata a minha história e do meu ex. Desculpem se algumas frases vos parecem familiares mas estou muito cansada e não me apetece ter de inventar tudo:
It was many and many a year ago,
In a kingdom by the sea, (1)
Andava eu a apanhar mexilhões
Quando levantei a cabeça e te vi
“Come live with me and be my love” (2)
Disseste logo de uma assentada
Deixei cair os mexilhões
Eh pa, fiquei lixada
“Come slowly, Eden
Lips unused to thee.” (3)
Não me venhas com falinhas
Que os mexilhões não são p’ra ti
"Let us go then, you and I,
When the evening is spread out against the sky" (4)
Mas é melhor não irmos pelas rochas
Porque quem escorrega também cai
"Love is like the wild rose-briar,
Friendship like the holly-tree" (5)
Com a poesia já me deste a volta
Os mexilhoes sempre são para ti
“i carry your heart with me” (6)
mas tens de ser discreto
é que se a asae te apanha
vais dentro, isso é certo
"Marriage is not
a house or even a tent" (7)
É uma espécie de barraca
Que costuma dar muita gente
"How do i love thee
Let me count the ways" (8)
Os dias foram doze
Do Natal até aos Reis
"What if I say I shall not wait?
What if I burst the fleshly Gate" (9)
Por mim diz o que quizeres
Em ti não há nada que se aproveite
"I have done it again.
One year in every ten" (10)
Conheço um gajo porreiro
E ao fim de uns dias largo o man
(1) Edgar Allan Poe
(2) Cristopher Marlowe
(3) Emily Dickinson
(4) T.S.Elliot
(5) Emily Bronté
(6) e.e.cummings
(7) Margaret Atwood
(8) Elisabeth Barret Browning
(9) Emily Dickinson
(10) Silvia Plath
(11) Walt Whitman
P.S. 1. Para quem gosta de implicar e vier dizer que entre o Natal e os Reis não há mexilhão de jeito experimentem encontrar uma palavra em inglês que rime com Páscoa.
P.S.2.Atendendo ao teor do poema decerto notarão que além do do dia de S. Valentim se celebra já por antecipação o 1° de Abril...
Para verdadeiramente celebrar o dia de S. Valentim deixo-vos com um poemazinho que relata a minha história e do meu ex. Desculpem se algumas frases vos parecem familiares mas estou muito cansada e não me apetece ter de inventar tudo:
It was many and many a year ago,
In a kingdom by the sea, (1)
Andava eu a apanhar mexilhões
Quando levantei a cabeça e te vi
“Come live with me and be my love” (2)
Disseste logo de uma assentada
Deixei cair os mexilhões
Eh pa, fiquei lixada
“Come slowly, Eden
Lips unused to thee.” (3)
Não me venhas com falinhas
Que os mexilhões não são p’ra ti
"Let us go then, you and I,
When the evening is spread out against the sky" (4)
Mas é melhor não irmos pelas rochas
Porque quem escorrega também cai
"Love is like the wild rose-briar,
Friendship like the holly-tree" (5)
Com a poesia já me deste a volta
Os mexilhoes sempre são para ti
“i carry your heart with me” (6)
mas tens de ser discreto
é que se a asae te apanha
vais dentro, isso é certo
"Marriage is not
a house or even a tent" (7)
É uma espécie de barraca
Que costuma dar muita gente
"How do i love thee
Let me count the ways" (8)
Os dias foram doze
Do Natal até aos Reis
"What if I say I shall not wait?
What if I burst the fleshly Gate" (9)
Por mim diz o que quizeres
Em ti não há nada que se aproveite
"I have done it again.
One year in every ten" (10)
Conheço um gajo porreiro
E ao fim de uns dias largo o man
"O CAPTAIN! my Captain! our fearful trip is done;" (11)
E já durou mais do que eu estava à espera
Afinal ainda não é desta
Que um namorado chega à primavera
(1) Edgar Allan Poe
(2) Cristopher Marlowe
(3) Emily Dickinson
(4) T.S.Elliot
(5) Emily Bronté
(6) e.e.cummings
(7) Margaret Atwood
(8) Elisabeth Barret Browning
(9) Emily Dickinson
(10) Silvia Plath
(11) Walt Whitman
P.S. 1. Para quem gosta de implicar e vier dizer que entre o Natal e os Reis não há mexilhão de jeito experimentem encontrar uma palavra em inglês que rime com Páscoa.
P.S.2.Atendendo ao teor do poema decerto notarão que além do do dia de S. Valentim se celebra já por antecipação o 1° de Abril...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
E médico de familex, não se arranjex?
Se temos tempo para malhar no governo e para chafurdar no passado do sr. primeiro ministro também temos que ter tempo para aplaudir estas medidas. Eu acho isto do choque tecnológico aplicado aos centros de saúde o máximo. Eu até marcava já uma consulta não fosse o facto de eu fazer parte do grupo de um milhão de portugueses que NÃO TEM MÉDICO DE FAMÍLIA.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Husband swap
A dona Maria Braselina nem queria acreditar quando viu que o homem que lhe entregaram em casa não era o mesmo a quem ela se tinha entregue perante Deus. Mas acabou por acreditar, ao fim de muitas, mas mesmo muitas, dicas.
Segundo relatou a própria aos jornalistas a neta já lhe tinha feito sinal a avisar que aquele não era o avô mas ela nem ligou. Ora, aqui falta informação, porque numa notícia o detalhe é tudo. Ou acham que é em vão que me chamo nitpicker?
Que tipo de sinal terá sido esse? Uma piscadela de olhos? Um fungar seguido de tosse fictícia? Linguagem gestual porque a avó ouve mal? (que ela vê mal é conclusão fácil de tirar). Penso que não. A ver pela pouca atenção que a dona Maria prestou à neta só pode ter sido uma coreografia de gestos como aqueles que os jogadores de “baseball” são exímios a executar. O que é certo é que não acreditou nela. Afinal a miúda tem só 12 anos e parece que na família a capacidade para reconhecer o próprio avô só chega mais tarde, junto com a capacidade jurídica e a capacidade de atar os atacadores sem ficar com um dedo preso. Isto para as meninas porque para os meninos o que vale é a capacidade de fechar o fecho “éclair” das calças sem ficar com a ...hmm...”there’s something about mary” entalada.
Mas dona Maria continuava com a pulga atrás da orelha. E um elefante à frente dos olhos a julgar pela dificuldade em perceber que aquele não era o seu homem. A desconfiança adensou-se quando viu a cara esfacelada. Façamos um exercício: fechemos os olhos e imaginemos a dona Maria, vergada sobre a maca, a alguns centímetros do rosto daquele homem, a desconfiar em silêncio, enquanto cofia o queixo: ” Hmm, este não parece nada o meu Zé. Ouve lá, põe lá a cara de lado. Agora do outro. Hmm... Há aqui qualquer coisa que não tá bem... Oh Carina, traz aí uma fotografia do avô”.
Mas como a cara não lhe revelava informação suficiente virou-se para os pés e fez-se luz. Ou alguém acendeu a luz, vá lá saber-se. Quando somos levados a pensar que o sr. Raposo terá nos pés alguma marca de nascença ou uma unha encravada que o diferencia de qualquer outro utente do SNS descobrimos que é a ausência de meias que tudo esclarece. É normal. Eu não sou casada mas calculo que uma mulher até pode não reconhecer o marido quando o olha olhos nos olhos mas uns pés nús disspam qualquer dúvida. Foi então que dona Maria desbafou: “Que me caia já aqui um velho de Anadia se este não é o meu marido”.
Dona Maria tinha há dias visto o José Rodrigues dos Santos, no Telejornal, a falar de uma moda entre casais chamada “swing” mas nunca imaginou ver-se nessa situação, ainda para mais sem a parte divertida. E a calma que até aí tinha exibido desapareceu: “O senhor que estava na maca ainda me agarrou na mão e disse: ‘Tens a mão tão fria!’ Aí é que fiquei passada e disse ao bombeiro: ‘Leve-o daqui por favor que ele não é o meu homem!’”. Presume-se que foi o tom delicado do falso marido que o traiu. Zé Raposo nunca usaria tanta cortesia. “F***-se, que tens as patas geladas” teria sido o comentário se se tratasse do amor da sua vida.
A família não quer apresentar queixa porque já teve “chatices suficientes” mas dona Maria teme que o marido “ganhe medo ao hospital e não queira lá voltar”. Eu, no lugar do sr. Raposo não teria medo de voltar ao hospital. Mas com uma família destas eu teria medo, muito medo, de voltar para casa...
Tejo's Eleven
Lembram-se deste post? Pois parece que afinal não é preciso esperar por Novembro de 2008 para dizer que Vasco Pulido Valente se enganou. Mitt Romney, um dos candidatos do GOP à presidência dos EUA, acaba de abandonar a corrida à nomeação republicana. A aposta com Mário Soares era um almoço e eu quero aqui sugerir onde deve o repasto ter lugar: naquele restaurante no alto do parque Eduardo VII, chamado Eleven. Ouvi dizer que é um restaurante de luxo, com vista panorâmica sobre Lisboa e onde se consegue beber uns vinhos jeitosos por três mil euros. Acontece que o terreno onde a tasca está instalada pertence à Câmara Municipal de Lisboa e os coitados dos 11 sócios (onde se inclui José Miguel Júdice, aquele senhor que, juntamente com Marinho Pinto são assim uma espécie de Tyson/Holyfield da advocacia tuga) têm de desembolsar 500 euros de renda todos os meses, que correponde ao valor médio de uma refeição para duas pessoas. Quanto cabe a cada sócio pagar? Como diria Guterres, “ é fazer as contas”. Mas ao contrário de Guterres, eu sei fazer as contas. Isto dá a astronómica quantia de 45,45€ a cada sócio.
Eu até tenho a sorte de ser uma solteirona a viver com a mamã por isso não pago renda. Mas imagino como deve ser difícil largar 500€ todos os meses. Imagino porque tenho uma amiga que paga isso por um T0 em Lisboa.
Eu até tenho a sorte de ser uma solteirona a viver com a mamã por isso não pago renda. Mas imagino como deve ser difícil largar 500€ todos os meses. Imagino porque tenho uma amiga que paga isso por um T0 em Lisboa.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Why I Love America
Nao sei quem é aqui o verdadeiro artista: se Barack Obama, se quem escreveu o discurso (caso não tenha sido o próprio) ou o autor da ideia de o transformar em canção (ou devo antes dizer, hino?). É um trabalho da autoria de Will.i.am, dos Black Eyed Peas, e conta com a participação de Scarlett Johansson, Herbie Hancock, Kate Walsh (Grey’s Anatomy), John Legend, Amaury Nolasco, entre outros. É um “must see video”.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Madam President
"It took a Clinton to clean after the first Bush and I think it might take another one to clean up after the second"
À hora a que escrevo ainda não são conhecidos os resultados da “Super Tuesday” nas primárias norte americanas. Se do lado republicano não tenho preferência o mesmo não acontece do lado democrata. Esta casinha na Sibéria “endorses” Hillary Clinton.
A frase acima proferida e transcrita tem tanto de “sound bite” como de verdadeiro. Os EUA são hoje uma imensa casa desgovernada, sem liderança, a precisar de uma verdadeira limpeza. Hillary Clinton é a pessoa ideal para o fazer. Barack Obama pode vir daqui a uns anos para tratar da decoração.
A frase acima proferida e transcrita tem tanto de “sound bite” como de verdadeiro. Os EUA são hoje uma imensa casa desgovernada, sem liderança, a precisar de uma verdadeira limpeza. Hillary Clinton é a pessoa ideal para o fazer. Barack Obama pode vir daqui a uns anos para tratar da decoração.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Eu é que sou o engenheiro
Já lá vão uns meses desde o imbróglio da licenciatura do primeiro ministro. Veio a presidência da União Europeia e suspenderam-se temporariamente as hostilidades. Chegou a tão esperada remodelação mas, mais relevante do que as mudanças que poderá trazer ao executivo, deixa no ar a dúvida: afinal enganaram-se ou não no número de telefone e confundiram os Pinto Ribeiro?
Se estavam com saudades de ver o primeiro ministro entalado é só ler a notícia em destaque na edição de hoje do “Público”. Segundo este jornal, na década de 80 José Sócrates assinou vários projectos de engenharia e arquitectura que não eram da sua autoria. São conhecidas como “assinaturas de favor” mas, enfatizam os especialistas, não constituem crime. São meros esquemas ardilosos para contornar a lei, portanto.
Quem se lembra deste post e quem me conhece sabe que nutro um especial interesse pela construção civil. Não, não é a minha área profissional mas numa determinada fase a minha vida rodopiou à volta de projectos de arquitectura, cálculos de ferro, licenças de construção, câmara municipal , engenheiros e trolhas.
Não acredito que seja preciso ter um passado de tijolo e cimento como o meu para saber que esta prática é corrente em qualquer câmara municipal deste país. E é com muita certeza que digo que esta não é a pior embora isso não a torne menos grave. Porque se é verdade que há muitos engenheiros que assinam projectos que não são seus muitos outros há que são responsáveis pelo acompanhamento da obra e só marcam presença uma vez por mês para lembrar ao proprietário que está na altura do pagamento. Nessa altura pegam no livro de obra, perguntam ao empreiteiro (se ele lá estiver, se não ao primeiro servente que lhe apareça à frente) “o que é que fizeram?”, assina o livro e despede-se sempre a olhar para o chão certificando-se que não leva lama nas botas Timberland acabadinhas de comprar. Entretanto, quando o trolha lhe responde “hoje fizemos bacalhau, amanhã acho que o almoço são iscas”, o senhor engenheiro já não o ouve por causa do barulho do seu Porsche Cayenne.
Se estavam com saudades de ver o primeiro ministro entalado é só ler a notícia em destaque na edição de hoje do “Público”. Segundo este jornal, na década de 80 José Sócrates assinou vários projectos de engenharia e arquitectura que não eram da sua autoria. São conhecidas como “assinaturas de favor” mas, enfatizam os especialistas, não constituem crime. São meros esquemas ardilosos para contornar a lei, portanto.
Quem se lembra deste post e quem me conhece sabe que nutro um especial interesse pela construção civil. Não, não é a minha área profissional mas numa determinada fase a minha vida rodopiou à volta de projectos de arquitectura, cálculos de ferro, licenças de construção, câmara municipal , engenheiros e trolhas.
Não acredito que seja preciso ter um passado de tijolo e cimento como o meu para saber que esta prática é corrente em qualquer câmara municipal deste país. E é com muita certeza que digo que esta não é a pior embora isso não a torne menos grave. Porque se é verdade que há muitos engenheiros que assinam projectos que não são seus muitos outros há que são responsáveis pelo acompanhamento da obra e só marcam presença uma vez por mês para lembrar ao proprietário que está na altura do pagamento. Nessa altura pegam no livro de obra, perguntam ao empreiteiro (se ele lá estiver, se não ao primeiro servente que lhe apareça à frente) “o que é que fizeram?”, assina o livro e despede-se sempre a olhar para o chão certificando-se que não leva lama nas botas Timberland acabadinhas de comprar. Entretanto, quando o trolha lhe responde “hoje fizemos bacalhau, amanhã acho que o almoço são iscas”, o senhor engenheiro já não o ouve por causa do barulho do seu Porsche Cayenne.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Champagne on the docks
Comemora-se hoje na blogosfera uma efeméride que não posso nem quero deixar passar: o primeiro aniversário do blog do meu amigo Rick, docas nas asas do desejo.
Trata-se de um blog muito diferente daqueles que eu estava habituada a frequentar. Intimista, positivo, despretensioso, onde se escreve muito e bem sobre cinema mas não só e onde se exibem belas fotografias que nada devem à arte.
Aqui na Sibéria apreciamos efemérides. Algumas já passadas não foram aqui referidas por não haver um computador disponível. O dia 7 de Agosto por exemplo. Ou o dia 17 de Dezembro, dia do aniversário deste amigo de quem hoje vos falo, que devido a um acontecimento triste também não foi aqui celebrado. Para corrigir a falta resolvi deixar aqui uns postalinhos personalizados, made by nitpicker, dedicados ao meu espaço favorito na blogosfera. Como não consegui decidir qual colocar aqui ficam todos.
Trata-se de um blog muito diferente daqueles que eu estava habituada a frequentar. Intimista, positivo, despretensioso, onde se escreve muito e bem sobre cinema mas não só e onde se exibem belas fotografias que nada devem à arte.
Aqui na Sibéria apreciamos efemérides. Algumas já passadas não foram aqui referidas por não haver um computador disponível. O dia 7 de Agosto por exemplo. Ou o dia 17 de Dezembro, dia do aniversário deste amigo de quem hoje vos falo, que devido a um acontecimento triste também não foi aqui celebrado. Para corrigir a falta resolvi deixar aqui uns postalinhos personalizados, made by nitpicker, dedicados ao meu espaço favorito na blogosfera. Como não consegui decidir qual colocar aqui ficam todos.



Amigo, já agora obrigada por teres criado o blog a 31 de Janeiro. Assim já tenho motivos para festejar este dia que, desde 1987, é dia de neura. Mas nada de tristezas e vamos lá a abrir a garrafa de champagne.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Meanest mom on the planet
Jane Hambleton, de 48 anos e mãe de um jovem de 19, auto-intitulou-se a ela própria “the meanest mom on the planet” por ter colocado à venda o carro do filho.
Por altura do “Thanksgiving”, Mrs. Hambleton ofereceu a Steven um carro em troca de um acordo que incluia duas condições: manter o carro sempre fechado e nada de álcool. Como verdadeira mãe que é foi revistar a viatura e não só não precisou de chave ( estava aberto, infringindo a regra número um) como tinha uma garrafa de uma bebida alcoólica debaixo do banco da frente.
Steven Hambleton fez o que qualquer adolescente faria: disse que não era dele e que não sabia como a garrafa ali tinha ido parar. A mãe não foi na conversa e para o castigar decidiu vender o carro colocando um anúncio num jornal local explicando o motivo da venda. Ei-lo:
Por altura do “Thanksgiving”, Mrs. Hambleton ofereceu a Steven um carro em troca de um acordo que incluia duas condições: manter o carro sempre fechado e nada de álcool. Como verdadeira mãe que é foi revistar a viatura e não só não precisou de chave ( estava aberto, infringindo a regra número um) como tinha uma garrafa de uma bebida alcoólica debaixo do banco da frente.
Steven Hambleton fez o que qualquer adolescente faria: disse que não era dele e que não sabia como a garrafa ali tinha ido parar. A mãe não foi na conversa e para o castigar decidiu vender o carro colocando um anúncio num jornal local explicando o motivo da venda. Ei-lo:
Mal o jovem Hambleton tinha recuperado da humilhação de se ver exposto perante a população de Fort Dodge (Des Moines, Iowa) onde reside e já a notícia assumia contornos nacionais ganhando destaque na ABC News, CNN e Washington Post, por exemplo (não, não é só a TVI que aproveita tudo). Daqui até à requisição para aparecerem em tudo quanto é talk show foi um pulinho. Depois da participação no “Good Morning America” choveram pedidos de todo o lado com Oprah Winfrey a participar na corrida mas exigindo exclusividade em troca. A mãe é fã de Oprah (who isn’t?) e estavam tentados a aceitar o convite quando Ellen DeGeneres telefonou. Steven é fã de Ellen e chegou à conclusão que ficar sem carro até era um preço demasiado baixo para conhecer a vedeta dos “daytime talk shows”. Steven até pode ser um adolescente ingénuo que não sabe esconder uma garrafa de Smirnoff mas tem visão: na semana seguinte Ellen destronou a mais famosa apresentadora de televisão do mundo como personalidade favorita dos americanos.
Aprecio pais disciplinadores e admiro o facto de esta mãe ter ido até ao fim com a sua decisão mas se eu fosse adolescente e ela fosse minha mãe da próxima vez que eu encontrasse no carro dela um pacotinho de bolachas ou uma sandocha, fazia-lhe o mesmo. Vejam o vídeo e perceberão porquê.
Aprecio pais disciplinadores e admiro o facto de esta mãe ter ido até ao fim com a sua decisão mas se eu fosse adolescente e ela fosse minha mãe da próxima vez que eu encontrasse no carro dela um pacotinho de bolachas ou uma sandocha, fazia-lhe o mesmo. Vejam o vídeo e perceberão porquê.
Ellen: What kind of booze?
Jane: It was Smirnoff
Ellen: Smirnoff? It’s just like Listerine*
*Listerine é um colutório. Vá lá, não sejam preguiçosos, o site da Priberam está à distância de um clic. Tenho que fazer tudo aqui é? OK, é um anti-séptico oral.
Jane: It was Smirnoff
Ellen: Smirnoff? It’s just like Listerine*
*Listerine é um colutório. Vá lá, não sejam preguiçosos, o site da Priberam está à distância de um clic. Tenho que fazer tudo aqui é? OK, é um anti-séptico oral.
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