
Para termos uma ideia das descobertas até hoje premiadas relembro o IgNobel da matemática de 2006, atribuído a Nic Svenson e Piers Barnes, cuja investigação se dedicou a calcular quantas vezes é necessário tirar uma foto de grupo de modo a garantir que ninguém fica com os olhos fechados. Ou, ainda em 2006, o IgNobel da medicina que laureou Francis M. Fasmire pelo estudo intitulado “Termination of intractable hiccups with digital rectal massage”. Pessoalmente, e atendendo às minhas dificuldades com o alvorar, interessa-me a descoberta do prémio de economia de 2005: um despertador que foge e se esconde fazendo com que seja necessário sair da cama para o deter. Perguntam: e o que tem isso a ver com a economia? Tem a ver porque o seu autor, Gauri Nanda, assegura que desta forma os dias de trabalho se tornam mais produtivos.
Podia ficar aqui a enumerar descobertas. Mas onde quero chegar é a uma das que eu mais gostaria de ver concretizada. Falo-vos do prémio IgNobel da paz atribuído este ano ao “Air Force Research Laboratory”, dos EUA, pela descoberta da “bomba gay”. De acordo com os seus criadores esta arma química teria como objectivo fazer com que os soldados inimigos se sintam de tal forma atraídos uns pelos outros que passariam a trocar os tiros por uns beijinhos. Esta é, sem dúvida, a maneira mais hilariante de pôr fim a uma guerra, desde os Monty Python e a sua “funniest joke in the world”, aka “the killer joke”.
Não consigo pensar numa forma mais alegre, e by "alegre" i mean gay, de pôr fim a um conflito bélico. Mas acho bem que esta bomba seja testada antes de ser usada para valer. Tendo em conta as mais recentes declarações do sr. Ahmadinejad, que tal largá-la ali bem no meio do Irão? Mas para ser perfeito, perfeito, era lançá-la de um avião de fabrico americano pilotado por uma lésbica israelita.
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