segunda-feira, 23 de abril de 2007

A walk on memory lane

Acontece-nos a todos. Após umas férias o regresso à vida quotidiana não se faz sem alguma indolência. E uns salpicos de tristeza intensificada pela saudade. De volta há uma semana não será de estranhar a conclusão: quero ir de férias outra vez! Na impossibilidade de isso acontecer vou dar um passeio pelos caminhos da memória. Estão convidados a acompanhar-me.
As minhas viagens de avião sempre foram tranquilas. Mas quando comecei a viajar acompanhada instalou-se uma pitadinha de ansiedade que, desta vez, atingiu um pico um nadinha mais alto. Uma descolagem atribulada contribui para uma viagem não tão tranquila como o habitual para o que muito contribuiu a persistente pergunta da minha companheira de viagem:”o que é isto??o que é isto??isto nunca aconteceu...”. Perturbou a minha serenidade mas não a do piloto que felizmente nos fez aterrar em Genebra, quase uma hora após a hora prevista, ali a roçar a meia-noite.
A nossa anfitriã mais nova já dormia quando chegámos a casa e por isso teve de esperar pela manhã seguinte pela nos receber. Com entusiasmo diga-se. Na perspectiva dela já era “jour”. Na minha, depois de me deitar à uma e meia da manhã, era ainda madrugada!
Estes dias foram passados na “commune” de Dardagny, uma das 45 do cantão de Genebra.

Se quisermos aportuguesar podemos dizer que é uma das freguesias de Genebra.
Dardagny é uma região agrícola e sobretudo vinícola, situada junto à fronteira com a França e cercada de bosques que se estendem quase até ao sopé do monte Jura.


Dardagny ganhou em 1978 o prémio Wakker atribuído à freguesia ou organização que se notabiliza pela preservação e valorização do seu património. O seu crescimento demográfico tem sido lento ao longo dos séculos o que lhe tem permitido conservar intacta a imagem de vila do século XVIII. É uma vila de ruas estreitas e recantos e as vinhas e os cuidados que as envolvem são o seu charme. Razão pela qual é frequente encontrar quem venha de fora apenas para se passear pelas vinhas e, asseguro-vos, verdadeiras “overdoses” de ar puro.

Ao longo dos vários quilómetros que esses passeios podem ter encontramos todo um conjunto de informações relativas às videiras (sugerem que pratos estão indicados para o vinho em causa...) até informações sobre a fauna específica da região.




Continuarei nos proximos dias...


1 comentário:

Okelani disse...

Que belo passeio :-) Jokas